Palavra do Pároco: 1º Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo
Prezados irmãos e irmãs, no ano de 2007 a Igreja Católica no Estado de São Paulo reunida em assembléia refletiu o tema “Laicato e missão permanente” e propôs a realização de congressos arquidiocesanos e diocesanos de leigos.
Assumindo essa proposta a Arquidiocese de São Paulo neste ano de 2010 está realizando o seu Congresso de Leigos.
O objetivo geral do Congresso situa-se dentro do Documento de Aparecida (elaborado pela IV Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e Caribenho ocorrida no ano de 2007), o 10º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo e as diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (documento da CNBB).
A grande meta deste Congresso é promover uma reflexão ampla sobre a vida e a missão dos leigos na igreja e no mundo para um novo despertar do laicato em sua responsabilidade evangelizadora.
Com o tema-“Cristãos leigos: discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo” – o Congresso quer que os leigos se perguntem como podem ser discípulos e missionários de Jesus Cristo de maneira eficaz nos espaços da vida social e nas ocupações que mais lhes dizem respeito.
Os leigos são especialmente chamados a tornarem presente e operosa a Igreja naqueles lugares e circunstâncias onde, apenas através deles, o sal, o fermento e a luz do Evangelho podem chegar.
O congresso também será um momento de retomar os belos e profundos ensinamentos do Concílio Vaticano II, aprofundar o batismo, as vocações e dos diversos ministérios.
Sabemos que falta hoje na vida da Igreja leigos preparados, corajosos e apostólicos; por isso se faz necessária uma nova consciência cristã e eclesial do laicato como também são desejáveis expressões novas de sua participação na vida e na missão da Igreja.
O 1º Congresso de Leigos quer ser um instrumento para concretizar tudo isso.
Portanto, não fique de fora! Participe do Congresso em suas várias etapas e venha ser um católico que faz a diferença.
Pe. Marcelo Maróstica Quadro.
A vida de São João Maria Vianney, o cura de ars
João Maria Vianney, conhecido no mundo inteiro como Santo cura D’Ars nasceu em Dardilly, perto de Lion (França), no dia 8 de maio de 1786, em uma família de camponeses muito religiosa e generosa para com os pobres.
Consegue realizar a sua vocação sacerdotal graças ao Padre Balley, pároco de Écully, que apóia com uma constância iluminada a vocação do jovem, durante as numerosas provas e dificuldades que teve que enfrentar para se tornar sacerdote.
Ordenado padre aos 29 anos, o Bispo envia-o à longínqua paróquia de Ars, na região de Dombes, apelidada então “a Sibéria da diocese de Lião” pelo seu clima úmido e insalubre e pela situação de abandono em que se encontrava. João Maria Vianney chega a Ars no dia 13 de fevereiro de 1818 e ali durante 41 anos, exerce seu ministério sacerdotal, consumando-se no amor e no dom de si em prol da comunidade que lhe fora confiada, testemunhando com a sua vida e seguimento mais radical de Cristo Bom Pastor, Sacerdote e Vítima pela salvação das almas.
Ele não apenas consegue fazer reflorescer a vida cristã na sua paróquia, através da pregação eficaz, da catequese constante e da adoração prolongada diante do Sacrário, mas transforma Ars e seu Cura logo se tornam meta de uma incessante peregrinação e o confessionário do Santo é assediado por todo tipo de pessoas, provenientes de todas as regiões da França e até de outros países.
Morre consumado pelo amor apostólico e pelas penitências, no dia 4 de agosto de 1859. Beatificado pelo Papa São Pio X no dia 8 de janeiro de 1905, foi canonizado pelo Papa Pio XI em 31 de maio de 1925. Pelo mesmo Sumo Pontífice, João Maria Vianney foi proclamado “Patrono de todos os Párocos” em 29 de abril de 1929 e, no 150º aniversário de sua morte (1859-2009), o Papa Bento XVI proclamou-o também “patrono de todos os sacerdotes do mundo”.
“Amo-te, meu Deus, e meu único desejo é o de Te amar até o último respiro da minha vida.
Amo-te ó Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-te, do que viver um só instante sem amar-te. Amo-te, Senhor, e a única graça que te peço é a de amar-te eternamente. Amo-te, meu Deus, e desejo o céu somente para ter a felicidade de amar-te perfeitamente. (...). Meu Deus, se a minha língua não pode dizer a cada instante: amo-te, que o meu coração a repita a cada respiro. Dá-me a graça de sofrer amando-te e de te amar sofrendo (...). Meu Deus, dá-me a graça de expirar, um dia, amando-te e sentindo que te amo. Meu Deus, à medida em que se aproxima meu fim, dá-me a graça de aumentar meu amor e de aperfeiçoá-lo.
Amém.”